terça-feira, 7 de julho de 2009

Toda tristeza e solidão que em mim se aloja feito uma doença, vil e temerária dos outros homens. Corrompe e destrói meus sentimentos mais simples e puros, ainda guardados da infância, e quanto mais luto mais me destrói e fica mais forte à medida que me mata. Luto uma luta perdida em que eu, homem, tenho o fim certo da morte a minha espera.
Tenho como consolo o afago da morte em meu peito que dói a cada dia em que se aproxima de mim feito uma carruagem maligna sempre mais e mais perto, nunca se afasta. Nessas trevas loucas fico a esperar o fim próximo. Sem salvação ou esperança, pois, elas se foram quando cheguei ao mundo que esperava com seu chicote para maltratar aqueles que sonhassem.

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